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Meu trabalho é uma investigação sobre a finitude, o desaparecimento e a permanência, mesmo sem carne, dos corpos. Corpos frágeis, incapazes de escapar à morte, essencialmente solitários  e, ainda assim, insistentes. Corpos que desejam, que persistem, que criam objetos capazes de alterar o entorno e deixar rastros, mesmo que breves, da sua travessia pelo mundo material.


   Com uma formação híbrida entre teatro, dança e artes visuais, minhas obras nascem de processos longos, maturados ao longo dos anos, em colaboração contínua com uma mesma constelação de performers e artistas. São criações que habitam diversas linguagens e se desdobram em performances duracionais, fundadas em gestos mínimos, repetidos, quase absurdos — ações que deslocam radicalmente a função do corpo no espaço, e que sempre se debruçam sobre a história da performance e da dança.
   Ao imobilizar corpos, deitá-los, fazê-los descansar, limitá-los por esculturas ou entregá-los ao patético, procuro tornar visível a trama de forças com a qual todo corpo está em relação. Tento sempre lembrar — a mim mesmo e ao público — que não somos apenas seres que agem, mas também corpos que se deixam afetar. 

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AGENDA 2026

AGO

→ XXIV BIENAL INTERNACIONAL DE ARTE DE CERVEIRA (CERVEIRA/PORTUGAL)

→ FESTIVAL MIACENA (SÃO PAULO/BRASIL)

SET

→ RESIDÊNCIA PIVÔ SALVADOR (BAHIA/BRASIL)

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Artista e pesquisador da arte da performance e da dança. Doutor em Artes da Cena pela ECA-USP, com estágio de pesquisa na Justus Liebig Universität Giessen (ALE) e tese premiada (Prêmio Tese Destaque USP 2023) sobre as relações entre performance, neoliberalismo e presença. Realizou performances comissionadas para a Pinacoteca de São Paulo, Theatro Municipal de São Paulo e Bienal Sesc de Dança, além de individuais no 33º Programa de Exposições do CCSP, Temporada de Projetos do Paço das Artes e Centro Cultural Correios (SP e RJ), entre outros. Desde 2015, ministra aulas teóricas e práticas de performance em instituições como MAM-SP, Sesc e Itaú Cultural. Possui obras em diversos acervos, incluindo o Museu de Arte do Rio, Museu da Inconfidência e Museu de Arte do Espírito Santo. Realizou residências no Brasil, como PIVÔ e Sacatar, além de residências internacionais na Alemanha (Werkstattwoche, 2025) e em Portugal (CAAA, 2015). Atualmente, faz a curadoria e idealização do programa público de performances do Instituto Tomie Ohkate.

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